A jovem espanhola María Caamaño, conhecida como a “princesa do futebol”, morreu esta quinta-feira, aos 13 anos, após uma longa batalha contra um sarcoma de Ewing, um cancro raro e agressivo que afeta sobretudo crianças e jovens.
A morte foi anunciada pela família através das redes sociais da própria, onde, desde 2019 — ano em que recebeu o diagnóstico —, partilhava a sua jornada. Numa mensagem emotiva, os pais destacaram a coragem da filha: “Lutou até ao último segundo para seguir em frente”, escreveram, acrescentando que María “já está a descansar”.
Diagnosticada aos sete anos, María tornou-se um símbolo de força e esperança, mobilizando uma vasta comunidade de apoio. Através da associação “La Sonrisa de María”, ajudou a angariar fundos para a investigação oncológica, sensibilizando milhares de pessoas para a doença.
A sua história ultrapassou fronteiras e tocou várias figuras públicas, entre elas o capitão da seleção espanhola, Álvaro Morata, que deixou uma mensagem de despedida nas redes sociais: “Descansa em paz, minha menina. Um dia voltaremos a ver-nos”.
Durante o Euro 2024, María foi convidada pela seleção espanhola e teve a oportunidade de levantar o troféu, num momento que a própria descreveu como um dos mais felizes da sua vida.
Ao longo dos anos, conheceu também várias personalidades, incluindo a rainha Letizia de Espanha e o Papa Francisco, encontros que marcou como “inesquecíveis”.
Nos últimos tempos, encontrava-se a realizar um tratamento inovador no Hospital Infantil Universitário Niño Jesús, mas a evolução da doença acabou por não permitir a recuperação.
A história de María Caamaño deixa uma marca de coragem, solidariedade e inspiração, sendo recordada por milhares de pessoas que acompanharam a sua luta ao longo de mais de seis anos.



