O número de portugueses e lusodescendentes mortos na sequência dos sismos que atingiram a Venezuela subiu para 120, segundo o mais recente balanço divulgado esta quinta-feira pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).
De acordo com os dados oficiais, entre as vítimas mortais estão 102 cidadãos com dupla nacionalidade portuguesa e venezuelana. Do total de vítimas identificadas, 23 são menores de idade e 97 são adultos.
O Governo português adianta ainda que permanecem desaparecidos 50 cidadãos, mantendo-se em curso os trabalhos de identificação e localização de pessoas afetadas pela catástrofe.
O balanço global das autoridades venezuelanas aponta para 4.829 mortos na sequência dos dois fortes sismos registados há cerca de duas semanas. O número de feridos mantém-se nos 16.740, enquanto 17.907 pessoas ficaram desalojadas, segundo os dados divulgados pelo presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Jorge Rodríguez.
As autoridades indicam igualmente que 20.857 pessoas estão atualmente acolhidas em 106 acampamentos temporários, depois de os abalos terem provocado o colapso de 190 edifícios e danos em outros 856 imóveis.
Os sismos, de magnitude 7,2 e 7,5, ocorreram a cerca de 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, tendo sido seguidos por centenas de réplicas, segundo informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos.
Na sequência da tragédia, vários países, incluindo Portugal e outros Estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para apoiar as operações de emergência no território venezuelano. O Governo português continua a acompanhar a situação através dos canais diplomáticos e dos serviços consulares.



