O ministro da Reforma do Estado, Gonçalo Saraiva Matias, anunciou esta segunda-feira que o país deverá contar com cerca de 1.200 Espaços do Cidadão até ao final do ano, no âmbito da estratégia de modernização e proximidade dos serviços públicos.
“A reforma do Estado é resolver os problemas das pessoas. É pôr as pessoas em primeiro lugar”, afirmou, defendendo que a prioridade deve ser a reorganização dos serviços públicos para responder de forma mais eficaz às necessidades dos cidadãos.
O ministro enquadrou a expansão dos Espaços do Cidadão como parte de um esforço nacional de simplificação administrativa e de combate às deslocações desnecessárias dos utentes. “Durante décadas obrigámos as pessoas a andar centenas de quilómetros para tratar dos seus documentos, a ir de balcão em balcão. É isso que estamos a mudar”, referiu.
Segundo Gonçalo Saraiva Matias, existem atualmente cerca de 1.100 Espaços do Cidadão em funcionamento em todo o país, número que deverá crescer até aos 1.200 até ao final do ano, reforçando a cobertura territorial da rede de atendimento público.
“Praticamente todo o país ficará coberto com Espaços do Cidadão”, afirmou, acrescentando que o objetivo é garantir um serviço mais próximo e acessível, especialmente em territórios de baixa densidade.
Gonçalo Saraiva Matias destacou ainda a articulação entre o atendimento presencial e a digitalização dos serviços públicos, sublinhando que a transformação digital permitirá disponibilizar online a totalidade dos serviços do Estado.
“O compromisso é ter 100% dos serviços públicos digitais até ao final da legislatura”, afirmou, defendendo que a digitalização permitirá aos cidadãos resolverem grande parte dos seus assuntos através de meios eletrónicos.
Contudo, o ministro salientou que a transição digital não substitui o atendimento presencial, sobretudo para populações com maiores dificuldades de acesso tecnológico. “Nós não deixamos ninguém para trás. Trabalhamos em proximidade”, referiu.
O governante destacou ainda o papel dos Espaços do Cidadão enquanto ponto único de acesso a múltiplos serviços públicos. “Atrás daquela porta está o Estado com todos os seus serviços”, afirmou, referindo que cada espaço disponibiliza atualmente cerca de 180 serviços.
A estratégia do Governo passa, segundo o ministro, por consolidar um modelo de atendimento mais simples e integrado. “O Estado está a organizar-se para vos resolver a vida, para vos simplificar a vida”, concluiu, dirigindo-se aos presentes na cerimónia.



